Assistente Social Em Práticas Integrativas Complementares.

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Ciências Tradicionais Holisticas

domingo, 11 de setembro de 2011

TERAPIA COMUNITÁRIA:

                 
           
Dadas as características da  Terapia Comunitária  (BARRETO, in press; 
GRANDESSO, 2003) o sistema que se constitui a cada sessão é um sistema móvel, 
formado, geralmente, por pessoas que participam continuamente a cada sessão e por 
aqueles que o fazem ocasionalmente, podendo ou não regressar, muitas vezes 
comparecendo muito esporadicamente. As pessoas participantes de uma sessão de terapia 
comunitária não mantêm necessariamente uma história de vínculos e convivência em outros 
contextos além da própria sessão. Muitas vezes, o que têm em comum, é simplesmente o 
fato de serem usuários de um mesmo sistema de saúde, de um mesmo espaço público, 
como por exemplo, um parque, um posto de atendimento médico. Taís formas de 
pertencimento não são condição suficiente para organizar essas pessoas como sistema. Um 
sistema tem uma dinâmica própria que, na linguagem conceitual costumamos expressar 
dizendo – é mais que a soma das partes e ao mesmo tempo, menos que a soma das partes, 
dadas as inúmeras formas possíveis de ação no mundo de cada membro. Para que os 

 participantes de um espaço comum possam ser considerados como formando um sistema, 
algo deve se passar entre eles que favoreça conexões, caracterizadas como uma rede de 
trocas interativas que os coloquem em relação uns com os outros, num interjogo de ação e 
emoção. Tais ações e emoções são organizadas pelas redes de conversações que contribuem 
tanto para constituir o sistema como para dissolvê-lo.   
A prática da Terapia Comunitária tem como uma de suas decorrências, constituir 
um grupo como um sistema, conforme organiza pessoas numa rede de conversações 
qualificadas com um propósito de favorecer, além do alívio do sofrimento, mudanças que 
ampliem as condições de uma existência com mais dignidade, respeito e cidadania.
Aliás, se tomarmos o sofrimento como organizador de sistemas de significados, pessoas sofrem de um mesmo mal, como a pobreza, a discriminação, o preconceito, os mal-tratos, reconhecem no outro que sofre dos mesmos males, um semelhante.


 Sabemos que o sofrimento de uma pessoa é tão idiossincrático que jamais poderia ser igual ao da outra, 
mas isto não impede que se instale significados compartilhados, tecidos pelos laços das ressonâncias em que a dor de um ativa o reconhecimento de dores semelhantes nos outros. 
Todos nós sabemos que reconhecer uma situação como sendo um problemaé o primeiro 
passo na busca de possibilidades de mudança. 

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