Primeiramente diríamos que o objetivo deste trabalho é propor uma discussão sobre as formas de intervenção na comunidade como um CAMPU, o espaço para transformação do novo paradigma (Boaventura de Souza Santos, 2000). Entende-se comunidade como uma das possibilidades deste espaço e a terapia comunitária como um modelo de intervenção nesta perspectiva.
As comunidades, os espaços compostos pelo vinculo e a noção pertencimento, não deixam de esbarrar nas instituições e institucionalizações.
É pensando nesta questão de interferências nas relações de poder e sobreposições hierárquicas nos trabalhos comunitários que resolvi trazer esta discussão para este congresso, e baseado nesta proposição que se constitui o segundo objetivo deste trabalho.
Trabalhando em diversas comunidades que pude perceber quantas parcerias formamos e como podemos constituir uma rede fortalecedora e que favoreça a resolução de conflitos das pessoas e, o quanto, ao mesmo tempo, nos deparamos com forças contraditórias institucionais que podem enfraquecer a rede, a comunidade e os indivíduos.
A modalidade de desenvolvimento deste trabalho será a conversação a influência de
poder institucional religioso e público (governamental). Num segundo momento estarei realizando uma oficina
para trabalhar com estes temas o âmbito do desenvolvimento das resiliências no terapeuta comunitário.
Conclusão: No mundo psi, sempre há interferência no universo do outro, isto vem do perguntar , da referencia
dinâmica social e histórica, condicionada pelo contexto, composto nos espaços e nos habitus, entendido como: subjetividades sem fronteiras.
O que nos leva a reflexão: de como se constróem os contextos das terapias comunitárias e como eu terapeuta comunitário interfiro? Aqui então se delineia o terceiro objetivo deste trabalho. Na terapia comunitária a intervenção embora esteja composta pela pergunta, desenvolve-se na perspectiva da Horizontalização e assim sobrepõe-se ao poder .
Na medida em que a conversação é horizontal e o terapeuta comunitário é um condutor , um maestro que conhece as notas, mas não diz qual a música que será tocada, permite a própria comunidade construir seu saber , portanto é este saber fruto da vivência, na fonte, a resiliência que está ao lado do poder das instituições.
O fortalecimento da rede pela comunidade, inclui as instituições de poder .
Assim entendo que embora dialético, o trabalho está na possibilidade de inclusão, na medida em somam-se os saberes e detectam-se as resiliências nos indivíduos.
A construção das subjetividades é marca dos trabalhos sistêmicos comunitários, na medida em que o próprio indivíduo e a comunidade se fortalecem buscam o salvamento da alienação social, tornando-se cônscios de si e do outro.
Neste trabalho a consciência, a inclusão e o saber têm sido as maneiras de as maneiras de lidar com o poder nas comunidades.
O que é e para que serve a Terapia Natural ou Holística que hoje é conhecida e chamada oficialmente como Terapia Complementar? A visão da Terapia Complementar tem como fundamento a relação de harmonia que se faz entre o homem e o Universo. Na visão holística somos um todo em três - mente, corpo e espírito e quando em ordem e equilíbrio somos saúde holística e perfeição natural.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário