Assistente Social Em Práticas Integrativas Complementares.

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Ciências Tradicionais Holisticas

terça-feira, 6 de setembro de 2011

RELAÇÕES DE PODER CONTRADITÓRIAS

Primeiramente diríamos que o objetivo deste  trabalho é propor uma discussão sobre as  formas de  intervenção na comunidade como um CAMPU, o espaço para transformação do novo paradigma (Boaventura de Souza Santos, 2000). Entende-se comunidade como uma das possibilidades deste espaço e a terapia comunitária como um modelo  de  intervenção  nesta  perspectiva.
  As  comunidades,  os  espaços  compostos  pelo  vinculo  e  a  noção pertencimento, não deixam de esbarrar nas instituições e institucionalizações.
É pensando nesta questão de interferências nas relações de poder e sobreposições hierárquicas nos trabalhos comunitários que resolvi trazer esta discussão para este congresso, e baseado nesta proposição que se constitui o segundo objetivo deste trabalho.
  Trabalhando  em  diversas  comunidades  que  pude  perceber  quantas  parcerias  formamos  e  como podemos constituir uma rede fortalecedora e que favoreça a resolução de conflitos das pessoas e, o quanto, ao mesmo  tempo,  nos  deparamos  com  forças  contraditórias  institucionais  que  podem  enfraquecer  a  rede,  a comunidade e os  indivíduos.
A modalidade de desenvolvimento deste  trabalho será a conversação a  influência de
poder institucional religioso e público (governamental). Num segundo momento estarei realizando uma oficina
para  trabalhar  com  estes  temas  o  âmbito  do  desenvolvimento  das  resiliências  no  terapeuta  comunitário.
Conclusão: No mundo psi, sempre há interferência no universo do outro, isto vem do perguntar , da referencia
dinâmica social e histórica, condicionada pelo contexto, composto nos espaços e nos habitus, entendido como: subjetividades sem  fronteiras.
O que nos  leva a reflexão: de como se constróem os contextos das  terapias comunitárias e como eu  terapeuta comunitário  interfiro? Aqui então se delineia o  terceiro objetivo deste  trabalho. Na terapia comunitária a intervenção embora esteja composta pela pergunta, desenvolve-se na perspectiva da Horizontalização e assim sobrepõe-se ao poder .
Na medida em que a conversação é horizontal e o terapeuta comunitário é um condutor , um maestro que conhece as notas, mas não diz qual a música que será tocada, permite a própria comunidade construir seu saber , portanto é este saber fruto da vivência, na fonte, a resiliência que está ao lado do poder das instituições.
O fortalecimento da rede pela comunidade, inclui as instituições de poder .
Assim entendo que embora dialético, o trabalho está na possibilidade de inclusão, na medida em somam-se os  saberes e detectam-se as  resiliências nos  indivíduos.
A  construção das  subjetividades é marca dos  trabalhos sistêmicos comunitários, na medida em que o próprio  indivíduo e a comunidade se  fortalecem  buscam o salvamento da alienação social,  tornando-se cônscios de si e do outro.
  Neste  trabalho a consciência, a  inclusão e o  saber  têm  sido as maneiras de as maneiras de  lidar  com o poder nas  comunidades.

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