Assistente Social Em Práticas Integrativas Complementares.

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Ciências Tradicionais Holisticas

domingo, 11 de setembro de 2011

DESENVOLVIMENTOS NO CAMPO DA TERAPIA FAMILIAR

 - TERAPIAS PÓS-MODERNAS: CONCEITOS TEÓRICOS E PRÁTICAS 

 Uma mudança na dança entre teoria e prática, alicerce das abordagens pós-modernas de 
terapia vem do pioneiro grupo do MRI, na pessoa de don Jackson que abriu espaço para um 
importante legado para as práticas pós-modernas de terapia – a mudança da tradição de ensinar ao 
cliente a linguagem do terapeuta para ensinar ao terapeuta a linguagem do cliente (ANDERSON 
& GEHART, 2007). Essa mudança tanto metafórica como literal de deixar-se conduzir pelo 
cliente, aprendendo e falando sua linguagem, foi central para as novas metáforas teóricas que 
passaram a organizar as terapias pós-modernas.  
 Como acontece em inúmeras situações na história da construção do conhecimento e do 
desenvolvimento das práticas, uma intenção orientadora numa determinada direção e com um 
determinado propósito acabam construindo um contexto gerador de uma alternativa não 
intencionada, mas suficientemente inovadora, criativa e generativa para uma nova abordagem ou 
uma nova compreensão. Assim desenvolveram-se as abordagens pós-modernas para a terapia, 
como um salto qualitativo, acompanhando as mudanças paradigmáticas que aconteceram nas 
ciências em geral, organizando o sistema de idéias e práticas numa nova direção. 
  Distintas abordagens de terapia familiar situam-se sob os marcos referenciais da pós-
modernidade, dentre as quais destaco as terapias colaborativas de base dialógica e as terapias 

narrativas, além das que resultaram de mudanças epistemológicas nas tradicionais terapias 
estruturais e estratégicas que abraçaram as idéias construtivistas. De acordo com Anderson 
(1997), as teorias terapêuticas podem ser descritas, analisadas e comparadas a partir de três 
questões básicas:  
1.  a posição do terapeuta – como define seu papel e seu propósito; 
2.  o processo de terapia – o que acontece e se entende como devendo acontecer para 
que haja uma mudança terapêutica;  
3.  o sistema terapêutico – incluindo as metas da terapia  e dos participantes no 
processo. 
De acordo com essas questões podemos dizer que cada teoria influi em como o terapeuta fala e 
age e quais a s suas intenções no seu falar e fazer. Sucintamente, considero a seguir como 

respondem a essas questões algumas das práticas pós-modernas da Terapia Familiar
. Cumpre lembrar que esta classificação tem um caráter meramente didático, pois, uma das conseqüências 
da era pós-moderna envolve o questionamento de fronteiras rígidas entre disciplinas e práticas, 
mantida porém , uma coerência epistemológica   

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