Assistente Social Em Práticas Integrativas Complementares.

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Ciências Tradicionais Holisticas

sábado, 19 de novembro de 2011

CECILIA


Vimos a Lua nascer, na tarde clara.
Orvalhavam diamantes, as tranças aéreas das ondas
e as janelas abriam-se para florestas cheias de cigarras.

Vimos também a nuvem nascer no fim do oeste.
Ninguém lhe dava importância.
Parece uma pena solta – diziam.
Uma flor desfolhada.

Vimos a lua nascer, na tarde clara.
Subia com seu diadema transparente,
vagarosa, suportando tanta glória.

Mas a nuvem pequena corria veloz pelo céu.
Reuniu exércitos de lã parda,
levantou por todos os lados o alvoroço da sombra.

Quando quisemos outra vez luar,
ouvimos a chuva precipitar-se nas vidraças,
e a floresta debater-se com o vento.

Por detrás das nuvens, porém,
sabíamos que durava, gloriosa e intacta , a lua.
Vimos a Lua nascer, na tarde clara.
Orvalhavam diamantes, as tranças aéreas das ondas
e as janelas abriam-se para florestas cheias de cigarras.

Vimos também a nuvem nascer no fim do oeste.
Ninguém lhe dava importância.
Parece uma pena solta – diziam.
Uma flor desfolhada.

Vimos a lua nascer, na tarde clara.
Subia com seu diadema transparente,
vagarosa, suportando tanta glória.

Mas a nuvem pequena corria veloz pelo céu.
Reuniu exércitos de lã parda,
levantou por todos os lados o alvoroço da sombra.

Quando quisemos outra vez luar,
ouvimos a chuva precipitar-se nas vidraças,
e a floresta debater-se com o vento.

Por detrás das nuvens, porém,
sabíamos que durava, gloriosa e intacta , a lua.


Cecília Meireles

Amo-te

Poesia de vinícius de Moraes.

Amo-te tanto, meu amor...não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Nunca, sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidad e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de amar assim muito amiúde
É que um dia em teu corpo de re e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistérioepente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

A VIDA DE HOJE EM DIA


No início normalmente sempre tão confusa
Tantas dúvidas e questionamentos a mil
Inseguranças aos poucos vão se impondo.
Oscilações surgindo na mente e no coração.

Com o tempo começamos
a ser mais blindados e reservados
Deixamos de fazer até colocações
Escondendo sentimentos...
Começando a armazenar, a acumular,
enchendo nosso baú.
No tempo ‘mocosamos tralhas’
que nem lembramos mais.

Tantos segredos têm que só nós sabemos.
Como vamos aprendendo a nos policiar!
Vamos-nos policiando, policiando, policiando,
Que chega uma hora nem mais nos conhecemos.

E ai vem a volta para tentar
novamente se encontrar.
Desembaraçar o novelo
formado pelos inúmeros erros,
Pelas escolhas erradas,
pelos sentimentos equivocados.
E aí tudo vai sendo atropelado
no transcorrer do ser...

Tantos questionamentos
vão surgindo nos íntimos...
Mesmo em alguns poucos anos,
que seja aos quinze,
Tão confusos e perdidos
muitos jovens se encontram
Assim como uma boa parte
de nós ‘coroas’ não fica atrás.

Como orientar então os jovens
se os pais quarentões
Muitas vezes se encontram
mais perdidos que os filho?
Como pode se mostrar
o caminho e ensinar alguém,
quando se está confuso,
desnorteado e perdido também?

‘A felicidade provém do íntimo, daquilo
que o Ser humano sente dentro de si mesmo’
Roselis Von Sass (graal.org.br)

Páscoa


Neste Belo Domingo de Ramos,
Período que antecede a Páscoa e período de amizade,
Devemos estar perto dos que mais amamos,
Gozando assim de plena felicidade.

É um período de reflexão,
E também de muita partilha,
É o período da paixão,
Que traz em nós a Divina maravilha!

É um período de amor,
E também de vitória,
Cantemos pois ao Senhor,
Cânticos de Louvor e Glória!

O Senhor morreu por todos nós na Cruz.
Tendo depois ressuscitado ao terceiro dia,
Seguimos pois o seu caminho de luz,
E exultemos de alegria!

Fernando José Dulce Mouquinho

NOSSO MOMENTO



Tão boa esta alegria
Que meu coração hoje abriga
Recheado de emoção.

Como é boa esta paz tão leve
Que me deixa tão suave
Voa, sem medo do chão

Aquela hora que agora é nossa
Quase a mesma todos os dias
Momentos de paz, aproximação.

Que bom que isto está acontecendo
Sentir um queimar no peito verdadeiro
Que agora teima em andar a me rondar.

Chego a ficar ansioso
Ocupando-me o tempo todo
Esperando o momento de outra vez te encontrar

Gosto de alimentar a esperança
De que finde a tarde bem ligeiro
Termos novamente o outra vez nós dois.

Henrique d’ Almeida.

GALILEU

E a memória dum mundo outro?
E as inimagináveis formas
Os inexplorados espaços?
E o Tempo sem relógios
Sem certas horas?
Não valia o cheiro de uma flor
A tua verdade...
Não é assim,Galileu Galilei?
Não valia um debruçares-te na ponte Vecchio
Numa manhã - qualquer manhã
Em que não interrogavas o Arno
Apenas aspiravas o seu cheiro
Com a tranquilidade a pingar da tua cabeleira...
Não Galileu
Tu não traiste a Verdade
Nem sequer a ti próprio...
Afirmaste
Acima da mediocridade dos que te julgaram,
A beleza do mundo
E a fascinação pelo imperscrutável mistério do Universo

Pedro Moura

Bálsamo


Mesmo nesses momentos
Em que a alma é um deserto imenso
Longa planicie de silêncios perfilados...
Mesmo nesses momentos
Em que a solidão crava os seus acerados dentes
no meu tenro coração aflito...
Sobretudo nesses momentos
Existe um pássaro ou um rio que me chamam
(Nem que seja do fundo da memória)
Para que com eles seja pássaro ou rio
Até que que o coração se acalme...

Pedro Moura