Assistente Social Em Práticas Integrativas Complementares.

Assistente Social Em Práticas Integrativas Complementares.
Ciências Tradicionais Holisticas

sábado, 19 de novembro de 2011

AMOR



O Amor nasce
Quando exploro os cheiros que emanas
Quando percorro com as mãos as tuas formas
- ânsia de borboleta em flor!

O Amor cresce quando
(Quem cavalga quem?)
Os gestos se suspendem numa nuvem
Os olhos ficam limpos
E mergulhamos um no outro
(sou um?Dois?Um milhão?)
Tão realmente como o mar mergulha na areia da praia...

O Amor liquefaz-se no silêncio infinito
Que me transporta
Com braços de de brisa tranquila
Para o exacto centro da vida
Algures dentro de ti

ÂNIMO E TRISTEZA



Pudera numa noite enluarada
ouvir muitas histórias de paixão.
E estando a noite bela e iluminada,
trazer-te para ouvir meu coração!

A lua deixa sim alma alvejada
temendo, ao mesmo tempo, não mais ver
aquele instante de cor tão prateada
que anima e entristece até os reis.

Anima quando se pensa em alguém
falando de amor e de serestas,
lembrando haver o verdadeiro bem.

Tristeza porque haverá um dia
não mais contando com luas e festas,

FELICIDADE






Passamos por momentos de plena felicidade em nossa vida. 
Momentos estes que nos marcam de uma forma surpreendente, e nos transformam, nos comovem, nos ensinam e muitas vezes, nos machucam profundamente. As pessoas que entram em nossa vida, sempre entram por alguma razão, algum propósito.
Elas nos encontram ou nós as encontramos meio que sem querer, não há programação da hora em que encontraremos estas pessoas.
Ainda que a pessoa que entrou em nossa vida, aparentemente, não nos ofereça nada, mas ela não entrou por acaso, não está passando por nós apenas por passar.
O universo inteiro conspira para que as pessoas se encontrem e resgatem algo com as outras.
Conhecer a alma significa conhecer o que as pessoas sentem, o que elas realmente desejam de nós, ou o que elas buscam no mundo, pois só assim é que poderemos tê-las por inteiro em nossa vida.
A amizade é algo que importa muito na vida do ser humano,
precisamos de amigos para nos ensinar, compartilhar, nos conduzir, nos alegrar e também para cumprirmos nossa maior missão na terra: 'Amar ao próximo como a si mesmo'.
Essas pessoas entram na nossa vida, às vezes de maneira tão estranha, que nos intrigam.
Mas cada uma delas é especial, mesmo que o momento seja breve, com certeza elas deixarão alguma coisa para nós.
Não deixe para fazer as coisas amanhã, poderá ser tarde demais.
Faça hoje tudo o que tiver vontade.
Abrace o seu amigo, os seus irmãos, os seus filhos.
Dê um sorriso para todos, até ao seu inimigo.
Se estiver amando, ame pra valer, viva cada minuto deste amor, sem medir esforços.
Seja alegre todas a manhãs, mesmo que o dia não prometa nada de novo.
Planeje o seu destino!
Sopre aos ventos os seus sonhos, eles irão se espalhar pelos ares e voltar a você em forma de realidade.
Preste bastante atenção em todas as pessoas, elas poderão estar trazendo a sua tão esperada FELICIDADE

Essa forma de te amar…




Olho dentro de ti,
E nada vejo;
Tua imagem foge de mim,
E não sei o que fazer…
Será que é isso que queres!
Ou será só para chatear.
Viras-me as costas,
Vais-te embora;
E eu pergunto:
Que se passa?
Porque me fazes isso…
Não me respondes!
E eu fico triste…
Porque esperava,
Pelo menos;
Um sim,
Ou um não;
Às perguntas do coração.
Será que o tens?
Se calhar não!
Não o sinto…
Mas tu lá sabes…
Não venhas depois,
Mais tarde;
Procurar o que agora não queres.
Que eu não estarei aqui,
Nem por ti;
Nem por aquilo que senti.
Voarei para longe,
Fora do teu alcance;
Para não me sentir,
Terei que de ti fugir.
Fugirei,
Só eu sei;
Para ultrapassar,
Essa forma de te amar.

Armindo Loureiro – 19/11/2011 – 01H05

domingo, 11 de setembro de 2011

TERAPIAS PÓS-MODERNAS – UMA APROXIMAÇÃO

Vivemos hoje na terapia familiar a uma multiplicidade de abordagens, tantas quantos 
forem os terapeutas em questão. Contudo, a ausência de um purismo de abordagens não significa 
uma anarquia epistemológica se considerarmos os marcos referenciais da pós-modernidade como 
seus denominadores comuns. Uma coerência epistemológica une as práticas pós-modernas de 
terapia em torno de alguns  pressupostos teóricos comuns que organizam a ação dos terapeutas: 
•  A consciência de que o terapeuta co-constrói no sistema terapêutico, em ação conjunta  
com a família, a definição do problema e das possibilidades de mudança; 
•  A crença de que toda mudança só pode se dar a partir da própria pessoa e da sua 
organização sistêmica autopoiética, sendo responsabilidade e especialidade do terapeuta a 
organização da conversação terapêutica;  
•  A mobilização dos recursos da família, da comunidade, das redes de pertencimento, 
legitimando o saber local de pessoas e contextos; 
•  Uma concepção não essencialista de self, compreendido como construído no contexto das 
relações e práticas discursivas; 
•  A visão da pessoa como autora de sua história e existência, competente para a ação, para 
o agenciamento de escolhas a partir de um posicionamento auto-reflexivo, moral e ético, 
podendo criar e expandir suas possibilidades existenciais; 
•  A ênfase sobre os significados socialmente construídos na linguagem e nos espaços 

dialógicos, sendo construídos nos discursos emergentes e, ao mesmo tempo,  responsáveis 
por suas transformações;  
•  A crença no diálogo, definido como um cruzamento de perspectivas, como uma prática 
social transformadora para todos os envolvidos, independente de seu lugar como terapeuta 
e cliente;  
•  A ênfase nas práticas de conversação e nos processos de questionamento como recurso 
para gerar reflexão e mudança, conforme expande os horizontes de terapeutas e clientes; 
•  A adoção de postura hermenêutica em que a compreensão é co-construída 
intersubjetivamente pelos participantes da conversação; 
•  A ênfase muito mais no processo do que no conteúdo das histórias, compreendendo as 
narrativas como locais e, portanto, idiossincráticas. 

Refletindo sobre o panorama atual da Terapia Familiar podemos considerar que sua 
consistência decorre de uma epistemologia unificadora pós-moderna apoiada numa hermenêutica 
contemporânea construída na intersubjetividade, envolvendo a pessoa do terapeuta como co-
construtor das realidades com as quais trabalha. A prática dessas terapias ditas pós-modernas 
envolve um trânsito do terapeuta entre teoria e prática de modo epistemologicamente coerente, de 
acordo com os meios que se lhe apresentem mais úteis e despertem seu entusiasmo e criatividade 
enquanto interlocutor qualificado.  
Enquanto uma prática social transformadora esta terapia se organiza a partir dos contextos 
locais e das histórias culturais de distintas comunidades lingüísticas. O respeito pela diversidade e 
multiplicidade de contextos com seus saberes locais implica numa terapia construída a partir da 
aceitação da responsabilidade relacional do terapeuta, legitimando os direitos humanos de bem 
estar e de exercício da livre escolha.  
Os imensos desafios que se apresentam para o terapeuta, vindos do campo da saúde 
mental, das instituições voltadas para o cuidado e tratamento da pessoa, dentro de uma 
perspectiva pós-moderna, convidam para a humildade na construção do conhecimento e 
conduzem, cada vez mais para uma ação transdisciplinar numa instância de trocas colaborativas 
entre os distintos domínios de saber e no uso de técnicas como recursos a serviço do bem estar. O 
caráter auto-referencial e de reflexividade presente nas terapias pós-modernas, desafiam o 
terapeuta a tornar explícitos os seus pré-juízos, os seus valores, suas opções ideológicas, nos 
limites da sua subjetividade, estabelecendo parâmetros para a clínica que pratica harmonizando 
de forma estética teoria e prática a serviço do bem estar das famílias que atende. 

A terapia narrativa de Michael White

 Situando-se também sob o guarda-chuva da  pós-modernidade, a Terapia Narrativa 
proposta por Michael White e sua equipe do Dulwich Centre de Adelaide na Austrália, define-se 
como um enfoque respeitoso, não culpabilizador que considera as pessoas como especialistas em 
suas vidas. Embora apresente diretrizes específicas para o terapeuta colocar-se em conversação 
com as pessoas, famílias e comunidades, esta terapia narrativa organiza-se também 
dialogicamente em mútua colaboração entre o terapeuta e todos os participantes do processo 
terapêutico. Os organizadores temáticos das conversações são dados pelas preferências das 
pessoas consultantes, às quais o terapeuta procura conhecer e se adaptar. Perguntas sobre o 
andamento da conversação, os caminhos que estão sendo percorridos, caminhos alternativos 
possíveis e preferidos, permitem ao terapeuta orientar-se por um território em que a pessoa em 
terapia coloca-se como cicerone. Os constantes ajustes de rota permitem não só respeitar os 
interesses das pessoas como também os seus conhecimentos – como insiders – numa atitude 
respeitosa e legitimadora por parte do terapeuta. 
Esta terapia narrativa enfatiza a desconstrução das histórias dominantes e das práticas 
subjugadoras do  self que, cristalizadas nos relatos sobre as vidas e identidades, restringem as 
possibilidades existenciais e têm o status de verdades sobre as pessoas e suas vidas. Começando 
pelo mapeamento dos efeitos do problema sobre a vida da pessoa, as relações, as perspectivas de 
futuro e a visão de si mesma, o terapeuta desenvolve uma conversação especial que promove o
 resgate das identidades dos domínios do problema, bem como a memória de que os problemas 
são construídos nos contextos das experiências vividas. A proposta de externalização, situando a 
pessoa e o problema como entidades distintas, contribui para desessencializar o  self, ao tornar 
conhecidos os contextos organizadores das narrativas opressoras das quais as pessoas constroem 
empobrecidas visões de si mesmas e restritas possibilidades existenciais (GRANDESSO, 2002; 
2006b). Partindo do pressuposto teórico de que a experiência é muito mais rica do que qualquer 
possibilidade narrativa (BRUNER, 1997), o terapeuta procura por acontecimentos extraordinários 
que contradigam as histórias dominantes, apresentando áreas da vida da pessoa livres da 

influência do problema e que descrevam um sentido de agência e competência. Ao resgatar a 
memória de episódios vividos que contradizem as histórias dominantes, o terapeuta promove uma 
conversação de re-escritura das histórias de identidade, ao incluir nas novas narrativas aspectos 
negligenciados pelas histórias dominantes.  A reconstrução narrativa decorrente do trabalho 
terapêutico caracteriza este modelo de terapia como sendo de re-autoria da autobiografia. 
Considerando-se que as histórias são construídas e legitimadas no mundo da vida, o terapeuta 
narrativo pode fazer-se valer de participantes convidados pela pessoa em terapia, funcionando 
como testemunhas externas das novas versões de identidade fora dos domínios do problema. 
Pessoas vivas ou mortas que por alguma razão  foram referências importantes para a pessoa no 
passado, podem ter resgatadas suas vozes, fazendo-se presentes ou na imaginação, através dos 
processos de questionamento ajudando não só a construir histórias mais ricas como a ancorá-las. 
Assim, considerando a vida como se fosse um clube, influenciado pelo trabalho da antropóloga 
cultural Bárbara Myerhoff que trabalhou com uma prática conhecida como  cerimônia de 
definição6
, uma prática narrativa nesses moldes, favorece a abertura para mundos mais ricos, ao 
promover a polifonia vinda de diferentes contextos de relação.  

Embora essa prática de terapia conte com muitos recursos de conversação – conversações 
externalizadoras, conversações de  re-autoria, conversações de re-associação (do inglês re-
membering), uso de testemunhas externas, rituais terapêuticos, cerimônias e documentos – cada 
processo terapêutico é único e como diz Morgan (2000), muitos são os caminhos possíveis, 
cheios de bifurcações, idas e vindas, cada passo conduzindo a um novo horizonte possível e cada 
pergunta a uma nova versão de vida.   
O trabalho criativo do terapeuta narrativo na construção de  “mapas narrativos” 
(WHITE, 2007), exige do terapeuta uma postura de escuta atenta e de paciência para as idas e 
vindas nos andaimes que alicerçam e sustentam as novas narrativas. Apoiado nas idéias de 
Michel Foucault, White define o terapeuta narrativo como uma espécie de ativista sociopolítico 
que denuncia práticas culturais colonizadoras que marginalizam pessoas e comunidades em nome 
de discursos normatizadores e dominantes. Todo o trabalho de Michael White, David Epston, Jill 
Freedman e Gene Combs, ilustram essa prática de terapia libertadora (WHITE, 1988; 1991; 1993; 
2004; 2007 WHITE & EPSTON, 1990; FREEDMAN & COMBS, 1996).  

ABORDAGEM COLABORATIVA TC



  Esta abordagem terapêutica é organizada em torno da definição dos sistemas humanos 
como sistemas lingüísticos, geradores de linguagem e significado, organizadores e dissolvedores 
de problemas. A prática dessa terapia define-se como relacional e dialógica, e, no escopo de sua 
ação e sustentação teórica podemos citar nomes como Tom Andersen, Kenneth Gergen, Lynn 
Hoffman, Lois Holzman, Sheila McNamee, Peggy Penn,  Jaakko Seikkula, Lois Shawver, Jonh 
Shotter, Harlene Anderson e Harry Goolishian (ANDERSON, 2007a). 
Ao compreender o diálogo como uma conversação transformadora a terapia apresenta-se 
como uma conversação de duas mãos de trocas colaborativas, em que o cliente é o especialista 
(ANDERSON, 1994, 1997; ANDERSON & GOOLISHIAN, 1992; 1988; GOOLISHIAN & 
WINDERMAN, 1988). O processo de terapia é a conversação terapêutica na qual o terapeuta é 
um participante ativo e “arquiteto do diálogo” (ANDERSON & GOOLISHIAN, 1988). O diálogo 
é considerado uma forma de conversação na qual o terapeuta e o cliente participam do co-
desenvolvimento de novos significados, novas realidades e novas narrativas, a partir de uma 

postura terapêutica de genuíno não-saber. 
A terapia colaborativa organizada como uma prática de parceria na conversação entre 
terapeuta e clientes coloca sua ênfase nos processos reflexivos e na abertura das palavras para os 
significados por elas construídos, bem como no processo de questionamento como contexto 
generativo em relação à mudança. Destaca-se particularmente nesta forma de fazer terapêutico, 
além de Anderson e Goolishian, o trabalho de Tom Andersen (ANDERSEN, 1987; 1991; 1995) e 
o de Peggy Penn, enfatizando a importância das diferentes vozes, a que vem da escrita, a que vem 
dos diálogos internos, além da que decorre das distintas conversações (PENN, 1985; 1998; 2001). 
A terapia colaborativa é considerada pelos seus praticantes mais como uma “abordagem” ou 
“suposições” sobre terapia do que teoria ou modelo. Encontramos no escopo dessa prática 

diferentes denominações, tais como terapia colaborativa, dialógica, conversacional, 
construcionista social, relacional e pós-moderna (ANDERSON & GEHART, 2007). Do ponto de 
vista da ação os terapeutas colaborativos procuram ater-se a forma como os clientes 
compreendem seus dilemas, a partir de dentro da própria conversação no momento da terapia, no 
contexto local mais do que das informações oriundas das suas pré-compreensões. Assim, as 
perguntas do terapeuta são norteadas pelo que é dito pelas pessoas, legitimando o seu 
conhecimento a partir de dentro da experiência vivida, ou seja, conhecimento local de cada 
pessoa participante do processo terapêutico. 
Para Anderson (ANDERSON, 1997; 2000; 2001; 2007a e 2007c) a terapia colaborativa é 

novos conhecimentos, novas identidades com maior auto-agência, expertise e futuros possíveis. 
Colocado como um parceiro conversacional, o terapeuta é aquele que, especializado em construir 
contextos de diálogo e relacionamentos colaborativos, coloca-se numa atitude de curiosidade 
genuína para aprender com o cliente sobre suas circunstâncias, sustentado pela crença de que o 
cliente é o especialista na sua vida. O processo de conversação que se instala como uma via de 
duas mãos, resulta numa exploração conjunta e co-desenvolvimento de novas possibilidades.    
A postura colaborativa convida o terapeuta a tornar público seus pensamentos e a deixar-
se transformar junto com o cliente, conforme a conversação segue adiante. Essa postura não se 
define como uma técnica nem visa produzir técnicas. O terapeuta colaborativo deixa de lado 
também a busca de intervenções terapêuticas, uma vez que a mudança decorre da própria 
conversação. O principal recurso que o terapeuta leva para o contexto de terapia é a si próprio 
como ser humano, capaz de estar em relação não hierárquica e a sustentar e promover uma 
conversação respeitosa abrindo espaço e dando as boas vindas para a incerteza e o inesperado. A 
palavra chave para essa abordagem é com – referindo-se a uma busca do terapeuta por estar com, 
de conectar-se e estar em relação com. Uma das grandes inovações teórico-práticas desta 

abordagem foi o conceito de sistema determinado pelo problema, contrapondo a noção da terapia 
familiar tradicional de que o sistema cria o problema (ANDERSON, GOOLISHIAN & 

WINDERMAN, 1986; ANDERSON & GOOLISHIAN, 1988; GOOLISHIAN & 
WINDERMAN, 1988). Nesse sistema organizado pelo problema, cabem tantas distinções de 
problema quantos forem os participantes no processo, colocadas nas próprias palavras das 
pessoas. Portanto, a terapia colaborativa abandona descrições objetivas, explicações e 
diagnósticos para referir-se às particularidades de das histórias narradas, colocando cada cliente 
como único e especial. Das descrições genéricas e impessoais para as particulares e especiais, 
Anderson (2007, c) ressalta que a ênfase foi colocada no cliente como pessoa, evidenciando 
assim, não apenas o seu lado humano, mas também o do terapeuta como pessoa, mais do que um 
técnico.   



mais uma instância filosófica ou uma filosofia de vida do que uma abordagem informada por uma 
teoria. Refere-se, a “[...] ‘uma forma de estar’ em relacionamento e conversação: uma forma de 
pensar com, de experimentar com, de estar em  relação com, agir com e responder para com as 
pessoas, que encontramos em terapia” (ANDERSON, 2007c, p. 43). Apoiando-se na noção da 
linguagem e do conhecimento como generativos, sua propriedade inventiva e criativa favorece