Assistente Social Em Práticas Integrativas Complementares.

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Ciências Tradicionais Holisticas

sábado, 24 de março de 2012

DOCE VIDA

"A vida é um poema de amor e beleza esperando por nós. É um patrimônio por de mais precioso para ser desprezada, não importando as circunstâncias ou as dores. 
Pense que a vida que voc
ê desfruta é o hálito do Pai Criador na sua soberana manifestação de amor por você

(A.D)

MOMENTOS 2

Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.

Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.


(Clarice Lispector)

flor.


"Seja o perdão o apoio a que te arrimes,
E desabrochar
ás em dons sublimes
Como a terra insultada ri-se, em flores."

(Francisco C. Xavier)

Na outra margem

O vale espreguiça-se
Numa embaraçosa harmonia
De colorações ao longo das margens do troço.
Deixo-me levar pelo sol e pela aura
Que me abraça e acende a alma…
O chilrear melodioso dos pássaros,
Embalam-me, com infinita modéstia.
Os lúgubres pensamentos
Reduzem-se a melodias serenas.
Olho para os céus
E vejo o azul dos teus olhos…
O teu nome é ventado ao meu ouvido
Como um beijo…o meu rosto exalta-se
E quer (te) como se fossemos uma só carne,
Os meus lábios contorcem-se de desejo,
Ardo de impaciência…
Mergulho nos prazeres, cristalinos do troço,
Solto os meus rios e escuto as pedras, frias
E íngremes…do meu querer…
Espero eternamente, por ti.

Sem trilho

Contemplo o firmamento, épico
E a agitação das estrelas,
Imploro-lhes, pelo Norte!
O sol desponta (me)
Por entre as vagas do mar,
Com uma tonalidade, mercúrio,
Sou fustigada pelo vento forte
E pelo borrifar das ondas, salgadas
Que me rasgam, o rosto e o meditar.
Ao longe, descortino grandes paredes de ravinas,
Que mergulham no abismo, despidas e frias.
Sem trilho,
Vagueiam e espumam,
As gaivotas,
Ao longo da encosta,
Coberta de cascalho, íngreme.
Agora em ruínas,
A alma enterra
E degrada os seus segredos, exaltados.
A noite cai e os ventos
Elevam-se até ao pináculo,
Trazendo mais brumas e chuva, ao destino.



Telma Estêvão

Erosão do coração

O meu anjo ganhou asas
E deixou de partilhar a alma, comigo
O coração levita em dor.
A recordação asila, o seu parecer
Mas permanece, acesa.
Habitas desde o primeiro dia,
Dentro de mim,
Colocas lágrimas no meu rosto,
Mas mesmo assim eu não te desmaio.
Quando penso em ti,
Escondo-me da noite,
Mas o tempo não apaga,
Só adormece, o que eu por ti sofro.
Mastigo a verdade em segredo
E sinto o peso do orbe, nos ombros.
O sabor desvanece,
O teu cheiro desaparece
E as dores latejam (me),
Quando o céu está nublado.
O fogo extingue-se lentamente
E o coração sangra
Sem compasso, vazio e oco,
Não resiste à erosão do tempo.



Telma Estêvão

O gemido da luz

O sol nasce e interrompe a noite
E o brilho das estrelas.
Se eu ficar a luz cai (me) em cima
E faz (me) ver o que não quero.
Há uma voz desabando no dia,
Que me atormenta e não se cala,
Outros dedos em brasa,
Que tocam e queimam, os teus lençóis.
A luz escorre triste até escurecer,
Sinto o deserto e o murchar das rosas,
Quando não estas por perto.
Só me resta exorcizar a febre,
Que me consome e destrói,
Deixar de gemer (te) a saudade
E de semear (te) quimeras.


Telma Estêvão