Assistente Social Em Práticas Integrativas Complementares.

Assistente Social Em Práticas Integrativas Complementares.
Ciências Tradicionais Holisticas

terça-feira, 23 de agosto de 2011

TCI

(Re)unir pessoas. Trocar experiências. Participar de vivências. Expandir conhecimentos e pontos de vista sobre emoções que todos nós sentimos, através de ações de inclusão social e diversidade cultural. Esses são alguns dos objetivos da Terapia Comunitária realizada pelo Instituto SER.
A Terapia Comunitária é caracterizada por um espaço de convivência social. Representa uma oportunidade das pessoas buscarem – e encontrarem – uma rede social de apoio. Isto, independente de idade, classe social e nível de instrução.
Trata-se de encontrar um grupo social de acolhimento. As vivências terapêuticas são baseadas em partilhar emoções que fazem parte da vida de todo ser humano. Muitas vezes, uma pessoa pode apoiar outra por ter vivenciado e encontrado solução para os mesmos problemas e pode também ser ajudado simultaneamente, uma vez que o problema do outro pode ser semelhante ao seu.
O resultado terapêutico é atingido de forma individual, mesmo diante de histórias e narrativas compartilhadas, pois todo participante sente e percebe de acordo com suas vivências pessoais. A presença e participação do outro é importante e é o referencial de apoio e das diferenças culturais. A cada encontro, é possível também observar o resultado coletivo, através das construções e produções do grupo, durante o processo de terapia.
Como funciona:
Os encontros acontecem uma vez por mês e não há necessidade de uma freqüência contínua no comparecimento.
Cada encontro, que dura em média uma hora e trinta minutos, cumpre o seguinte formato:
- Dinâmicas de aquecimento;
- Apresentação do tema ou problemas;
- Reflexões sobre o tema;
- Conclusões.
Muitas vezes o grupo se mantém o mesmo por várias semanas, devido ao envolvimento, aos vínculos conquistados, e pela própria necessidade de apoio.

MITCO

O auto-conhecimento na Terapia Comunitária


Hoje pensava que a terapia Comunitária pode e deve ser lida de muitas formas, não de uma só. Ou seja, ela é uma estratégia pela qual a história de vida de cada um, de cada uma, se torna uma história entre muitas, diferente de todas, mas entretecida com todas. É singular, mas se parece com todas elas. Isto pode parecer um paradoxo, mas é isto o que acontece quando você começa a trabalhar a sua história de vida na terapia Comunitária.

A sua vida, que lhe parecia tão diferente de todas, já tão marcada que não poderia mais ser refeita, é uma vida que pode ser moldada de novo, de acordo com a sua vontade, com a sua decisão de ser feliz, de ser um vencedor ou uma vencedora, de traçar o seu próprio destino e, enfim, de ser você mesmo ou você mesma, a pessoa que é você, e não a que você achava que era ou a que aos outros poderiam querer que você fosse. Neste mergulho em nós mesmos, neste começar a saber quem somos, e a nos livrarmos de culpas e preconceitos (a melhor coisa que a alguém pode lhe ocorrer), começa a entrar ar na nossa vida, começamos a respirar de novo.

Muitas vezes tenho percebido como a nossa vida começa a mudar para melhor desde o momento em que passamos a nos integrar na teia da terapia, na teia da vida. A gente começa a ser mais autônomo, e é um processo crescente, um processo no qual vamos nos alimentando das nossas próprias riquezas interiores, as nossas pérolas. E quando nos encontramos num ambiente de simplicidade, sem estardalhaços, novos mergulhos, mais aprofundamento na vida interior, na solidariedade que nos une e que nos projeta, de maneira muito simples e eficiente, como agentes ativos na trama da vida, na construção de um mundo melhor que começa em cada um de nós.

Hora-Ação - A oração em ação


Texto de uma amiga e terapeuta comunitária que nos leva a refletir: boa reflexão!!!!“

Hora-ação
Há pensamentos que são orações. Há momentos nos quais, seja qual
for a posição do corpo, a alma está de joelhos” (Victor Hugo)

Inicio este artigo citando o visceral poema do filósofo francês Victor
Hugo para que, ao desenvolver o texto, possa, antes de tudo, me
colocar em sintonia com a triste realidade que tinge de vermelho nossa
nação verde-amarelo, e, também, em condescendência pela dor da
humanidade diante da desumana situação a que nos encontramos
como seres da mesma espécie, separados apenas por um Rio, em 08
de abril.
Em contrapartida, se minh´alma ou noss’alma se encontram de
joelhos em triste respeito à dura realidade, nossas mentes em prece nos
invocam à magna tarefa de nos reconciliar com o poder criador de
novas realidades, haja vista que toda realização de nossos anseios
foram sementes, que se iniciaram, antes, dentro do universo particular
de intenções de cada indivíduo, e, a posteriori, expressos em realidades
ampliadas.
Não por acaso escolho o poeta filósofo do século XIX, pois ele
desejava mudar a sociedade, mas não mudar de sociedade. Nesse
sentido, o tópico da reflexão aqui é: O que devemos alcançar? Qual
será nosso importante papel no nascimento de uma nova civilização?
Diferentes pesquisadores, antropólogos, psicólogos, espiritualistas e
muitos outros “ólogos” e “istas” têm alertado para que a humanidade
não se intimide com os obstáculos que até mesmo os meios midiáticos
propagam. Isso porque, ao contrário do que possa parecer, uma
corrente de consciência cósmica universal se encontra em franca
expansão, apesar do equívoco da grande mídia em propagar a
violência e o medo como eleição de marketing, em detrimento ao elo
de fraternidade que vem sendo fortalecido com a luta aos obstáculos,
como parte e essência de vida.
Assim, Deus nos treina para substituirmos as imagens que não
queremos por imagens que queremos.
A prece quântica pressupõe que você aceite imediatamente a
ideia de que está se dispondo a ser curado e a resolver o que quer que
seja. Do ponto de vista da cabala, não é Deus que atende às nossas
preces, Ele já nos deu tudo. Somos nós quem atendemos nossas próprias
preces estando decididos a nos livrar de algo quando nos dispomos a
pagar o preço que está envolvido na mudança. Do ponto de vista do
catolicismo, a passagem bíblica da multiplicação dos pães nos ensina
que "todos temos o alimento", é preciso, apenas, nos organizarmos,
como nos diz o padre rio-pretense Marcelo, da paróquia do Jardim
Maria Lúcia.
Portanto, penso que orar tem relação direta com a ação. Implica
sair de um lugar disfuncional – ainda que cômodo – em direção a outro
não tão cômodo, porém funcional. Esse trânsito pressupõe
planejamento e mudança de atitude.
Reforçamos, aqui, a importância da mudança de atitude como
chave mestra perante o que não está bom. Seja pela atitude de fé em
conexão com a espiritualidade e com a inteligência coletiva – além de
si mesmo –; seja pela atitude de fé em si em conexão com a força que
pode ser ativada dentro de cada ser humano. Quando o físico, o
mental e o sutil se unem em postura de superação nos comprometemos
com a construção de uma nova realidade.
Oremos, a hora é agora!

Terapeutas de Frequência do Brilho em Fortaleza


Terapeutas de Frequências de Brilho realizam encontro e divulgam a vinda de Christine Day à Fortaleza

Frequências de Brilho são um sistema de cura energética, em 4ª e 5ª dimensão, que atua no DNA e desperta áreas adormecidas e novas no cérebro, partindo do pressuposto que, além de existirmos em corpo físico, também somos seres de luz. Os terapeutas de Frequências de Brilho em Fortaleza realizarão uma série de encontros abertos ao público, mas com vagas limitadas, nos quais os interessados ouvirão um trecho do principal evento realizado para um grande público, sobre o tema no país: a Transmissão. Este trabalho de energia curativa e alinhamento energético foi criado pela australiana Christine Day, que virá em Fortaleza em novembro.


O próximo encontro será no dia 24 de maio, às 19h45min, no

Centro de Desenvolvimento Humano


Rua Marcondes Pereira, Nº 1266


(85) 3257.1357

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone 32571357. Os oito encontros de divulgação e o próprio evento de Transmissão estão sendo organizados pelas terapeutas de Frequências de Brilho, Carmen Paula Menezes e Paula Guimarães.

A audição gratuita, como é chamado cada um dos oito encontros de divulgação da Transmissão de novembro, é uma oportunidade de, juntamente com terapeutas locais de Frequências de Brilho, ouvir um trecho do evento de Transmissão já realizado em outra cidade. É também uma forma de conhecer mais sobre Frequências de Brilho e de que modo esta terapia energética atua no corpo físico e espiritual. “Christine Day, a fundadora de Frequências de Brilho e uma das maiores mestras espirituais de nossa época, leva as pessoas numa jornada que ajuda a liberar emoções e traumas represados, através da respiração consciente e do uso de sons e da palavra falada”, explica a terapeuta Carmen Paula Menezes.

No Brasil, já foram realizados 15 eventos de Transmissão, tendo acontecido os oito primeiros em Salvador (2003 a 2008), três em Brasília (março de 2009, março de 2010 e abril de 2011), dois em São Paulo (setembro de 2009 e 2010), um no Rio de Janeiro (março de 2010) e um em Belo Horizonte (setembro de 2010). A média de público das cinco últimas transmissões foi de 800 pessoas. Em 2011, ainda acontecerão mais quatro Transmissões: 31/08/11 em São Paulo, 19/09/11 em Florianópolis, 11/10/11 em Belo Horizonte e 14/11/11 em Fortaleza.

Nos encontros, estarão disponíveis os ingressos para venda, bem como filipetas com informações sobre os locais de vendas de ingressos, calendário das audições gratuitas e divulgação dos nomes de terapeutas de Frequências de Brilho de Fortaleza

TC

Qual a sua pérola?

Em Terapia Comunitária aprendemos que todos nós temos uma pérola. Para que uma pérola se forme é preciso primeiro que um grão de areia entre na ostra e a arranhe. Após o ferimento a ostra tenta se proteger forma a pérola. Assim acontece conosco, na maioria das vezes a nossa ferida é transformada em uma pérola, isso tem a ver com nossa capacidade de resiliência.
Na terapia desta semana nós ajudamos uma participante a descobrir a sua pérola. Ela foi abandonada pela mãe aos 9 anos. Teve que cuidar de 4 irmãos mais novos, um com apenas 6 meses. Ela disse: "eu passei a ser mãe dos pirralhos com 9 anos". Ao aprofundarmos um pouco mais descobrimos que ela, sem ter sido cuidada tornou-se uma cuidadora. A mãe voltou após 20 anos. hoje ela cuida da mãe e dos seus 3 filhos, sozinha. Ao final da roda seus olhos brilhavam de emoção, e ela disse: "hoje aconteceu uma coisa diferente, eu nunca tinha visto minha vida desta forma".
Acredito que é um mito dizer coisas como: todo abusado será um abusador. É mentira! Muitas pessoas que foram abusadas protegem, cuidam e defendem crianças. É claro que muitos abusadores foram abusados um dia e não conseguiram transformar a ferida em pérola. E você caro leitor? Tem conseguido transformar sua ferida em pérola (s)? Qual é a sua pérola?
Dica de Livro: Ostra Feliz não faz pérola. Rubem alves. Editora Planeta.

Instituto SER


Conteúdo programático
• A arte de cuidar: carência gerando competência
• A trajetória da Terapia Comunitária
• Terapia Comunitária: definição, objetivos e pressupostos
• O desenvolvimento da Terapia Comunitária
• A terapia comunitária e seus pilares teóricos:
- Pensamento sistêmico
- A teoria da comunicação
- Resiliência: quando a carência gera competência
- Antropologia cultural
- A ação-reflexão de Paulo Freire e a arte de perguntar
• O papel do Terapeuta Comunitário
• A implantação da Terapia Comunitária: Como chegar e ficar- a força da comunidade
• Uma pedagogia para a crise
• A terapia Comunitária e políticas públicas de saúde: Promoção da vida e da cidadania
• Vivencias terapêuticas: trabalhando com nossa tensões, trabalhando as preocupações da mente, trabalhando nossos centros energéticos vitais, trabalhando nossa agressividade, nossa confiança e nossa integração no grupo, trabalhando o masculino e o feminino, o toque o túnel da confiança, o sol e a lua,
• Treinamento da prática de Terapia Comunitária
Certificado
Só receberão o certificado de conclusão os alunos que obtiverem:
• 75% presença (Teórica ,Vivencias Terapêuticas e Intervisões)
• 100% prática                   
Local: Instituto SER
       Rua Arnaldo Barreto, 681
       São Bernardo – Campinas, SP
 

CONFLITOS NAS ESCOLAS

A TC com os meninos adolescentes teve como tema conflitos escolares. Um garoto contou que brigou com a professora, "gorda e chata". Por isso, foi expulso da sala de aula. Outro contou que teve todas as notas a baixo da média. Um terceiro disse que se meteu numa encrenca daquelas: "bati num moleque, quebrei o braço dele". Num primeiro momento ouvimos os três e escolhemos o tema do garoto que quebrou o braço do outro.
Em seguida lançamos o mote: Quem já passou por dificuldades na escola e como superou? Observe que este mote é bem amplo. Fiz isso com dois objetivos: 1. de que todos na roda fossem contemplando; de que eles aprendam a generalizar, partir do particular para o geral.

Após algumas falas, passamos a focar nas formas de violência na escola. Quem já passou por dificuldades com violência na escola e como superou? Como controlar a agressividade? Vários garotos responderam ao mote com dicas como: Contar até 10 antes de agir, sair de perto do provocador, não provocar, pensar nas consequências (você pode ir pra uma instituição, ou ficar conhecido como o garoto briguento da escola). Alguém contou que nunca brigou na escola. Concluímos que é difícil controlar a raiva, mas que é possível. O garoto que agrediu disse que vai evitar brigas, porque não quer envergonhar a sua mãe.
No bullying há dois lados um dos que agridem e ofendem dos que são agredidos. Aqui falamos a versão dos que batem. Parece que os dois lados estão em sofrimento. A TCI favorece a conscientização do sofrimento e das consequencias externas advindas da violência.
Muitas pessas têm me enviado email interessadas em conhecer mais sobre a TCI com adolescentes, se você também quiser saber mais acesse o meu blog

LIVRO TC

Livro TERAPIA COMUNITÁRIA INTEGRATIVA SEM FRONTEIRAS

A proposta deste livro é oferecer subsídios para que os estudiosos da TCI possam responder a algumas de suas inquietações e aprofundar as correlações percebidas com diversas referências teóricas. A obra Terapia Comunitária Integrativa Sem Fronteiras representa uma convergência de diferentes olhares, princípios e práticas desta metodologia. Os articulistas, de nacionalidades e abordagens diversas, atuam com a TCI em vários contextos sociais. Os capítulos estão organizados em três partes: Filosofia e Ciências Humanas, Abordagens Terapêutica e Aplicações nas Políticas Públicas da Saúde e Educação. Este livro contou com o apoio do Movimento Integrado de Saúde Comunitária do DF.

TC

Os novos desafios da realidade brasileira são a migração, o desemprego, os conflitos no campo e nas cidades e o estresse. Estes exigem novas abordagens, novos modelos que nos permitam prevenir a doença mental e tratá-la com o apoio de seu contexto familiar e comunitário. Precisamos integrar os valores e as potencialidades da cultura local como um dos elementos fundamentais na promoção da saúde do indivíduo, da família e da coletividade. A utilização do "saber fruto da vivência" de cada um, precisa ser despertado, trabalhado para que este saber torne-se um instrumento fundamental na formação de especialistas na área de saúde da família e da comunidade.
Temos constatado os efeitos do contexto desagregador das gerações familiares em virtude das condições sócioeconômicas agravadas pelos movimentos migratórios que provocam não apenas a pobreza econômica, mas a pobreza cultural dos laços sociais, das capacidades de organizações e, sobretudo, da pobreza da imagem de si, que muitas vezes culmina com a perda da própria identidade. Neste contexto profundamente diferente, onde faltam emprego e habitação, a nova vida social e política e as atividades econômicas funcionam como elementos que agridem a unidade familiar e atingem a identidade pessoal, provocando desagregações, desajustes, violências, abandono de idosos e deficiências mentais. Nestas condições, os recursos institucionais disponíveis e acessíveis, além de serem insuficientes, são de difíceis acessos, agravando o quadro de abandono e sofrimento. Estas comunidades periféricas esquecem, muitas vezes, que possuem todo um potencial armazenado que mobilizado e explorado poderia se transformar numa força motriz capaz de promover as transformações necessárias para que o ser humano resgate sua cidadania e sua dignidade humana. Nossa proposta é de capacitar profissionais da área de saúde, educação e social, bem como a própria liderança comunitária, para que aprendam a administrar a crise em sua comunidade e respaldar a ação dos especialistas. Acreditamos que a inclusão deste novo agente social que é o terapeuta comunitário na rede de saúde da família irá diminuir as tensões sociais e o estresse de indivíduos, além de promover o desenvolvimento das comunidades e ampliar a confiança do povo na sua capacidade transformadora da realidade familiar e comunitária.

TERAPIA COMUNITÁRIA

0bjetivos
Capacitar profissionais de diferentes áreas para:
1) desenvolver atividades de prevenção e inserção social de indivíduos em sofrimento psíquico
2) lidar com as crises familiares, Estresse, Depressão, Violência, Rejeição, Alcoolismo e outras inquietações do cotidiano
3) atuar em suas comunidades e instituições, na perspectiva da valorização do autoconhecimento como recurso de transformação pessoal e social
Público-alvo
 Médicos, psiquiatras, psicólogos, enfermeiros, agentes de saúde, educadores, assistentes sociais, lideranças comunitárias e outros que desejem desenvolver um trabalho de saúde comunitária.
Metodologia
Além dos eixos teóricos que norteiam esta formação, existem outras fontes de conhecimentos adquiridos e explorados de forma exaustiva pelos formadores durante o período de formação, no qual se trabalha a história pessoal e familiar, as crises e sofrimentos e as vitórias dos formandos. Todo este material vivenciado torna-se fonte de autoconhecimento que referido aos eixos teóricos confere maturidade e firmeza em suas intervenções futuras. Este trabalho sobre si mesmo ajuda-os a balizarem suas ações junto às comunidades e permite-lhes tomar a distância necessária entre suas próprias emoções e as que irão emergir nas terapias comunitárias. Esta é, em si, uma fonte inesgotável de produção do conhecimento.
Critérios para a Seleção
- Ter disponibilidade de 2h30min semanais para realizar a Terapia Comunitária.
- Apresentar declaração confirmando a disponibilidade de 2h30min semanais.
- Ter experiência em trabalhos comunitários.
- Ter acima de 21 anos.
- Ter conhecimento sobre a rede de apoio social do município ou da  comunidade.
- Ter interesse em trabalhar em equipe, compartilhando dúvidas, conhecimentos, sentimentos e dificuldades.
- Poder ausentar-se da família DURANTE A FORMACÃO INICIAL, pela demanda de 80 horas.
- Ter o reconhecimento da comunidade, não só pelo papel que exerce, mas, pelo engajamento e compromisso social com que exerce as suas atividades.
- Entregar regularmente as Fichas 1 e 2 – Apreciação da Terapia Comunitária e Organização das Informações
Carga Horária
Trata-se de um curso de capacitação em extensão profissional composto por 360 horas/aula, carga horária que confere certificação de Extensão aos profissionais, horas estas distribuídas em:
• 80 horas/aulas dedicadas aos aspectos teóricos;
• 80 horas/aulas de vivências terapêuticas, quando serão realizadas técnicas de relaxamento e auto-conhecimento;
• 120 horas dedicadas à realização de práticas em Terapias Comunitárias, equivalente à condução de quarenta e oito terapias (48) como terapeutas ou como co-terapeutas, realizado nas comunidades e/ou instituições;
• 80 horas aulas de intervisão

TERAPEUTAS COMUNITÁRIOS


 
Entrevista com Henriqueta Camarotti 



Em entrevista à revista eletrônica www.responsabilidadesocial.com, a psiquiatra Maria Henriqueta Camarotti fala sobre os excelentes resultados alcançados em comunidades carentes por meio da Terapia Comunitária. Em Brasília, foi realizado o II Congresso Brasileiro de Terapia Comunitária. Conheça melhor esse trabalho que tem levado cidadania e auto-estima a várias cidades brasileiras.
1) Responsabilidade Social – Como se deu o seu envolvimento e conhecimento sobre Terapia Comunitária?
Henriqueta Camarotti – Meu envolvimento com a Terapia Comunitária (TC) foi um encontro maravilhoso por ser a resposta a muitas questões antigas na minha vida profissional. No caminho percorrido na saúde mental sempre vislumbrei a vontade de chegar mais intimamente nas pessoas mais simples e desprotegidas. As instituições não alcançam essas pessoas e elas não conseguem achar um canal de atendimento às suas necessidades dentro da rede pública. São pessoas que sofrem de muitas maneiras, mas não são reconhecidos como seres merecedores de cuidados. Podem não ter uma doença oficialmente diagnosticada, mas padecem do sofrer, do abandono, da angústia do viver em situação de tanta violência. Minha questão central se resume em como utilizar tantos avanços nas áreas da psiquiatria, psicologia, reflexões existenciais, infinitas abordagens terapêuticas, articulações entre as várias disciplinas e até caminhos espirituais. Como fazer chegar tudo isso às pessoas mais carentes e abandonadas? Conheci o Dr. Adalberto e sua proposta, um médico, professor de Universidade, pós-doutor em antropologia e psiquiatria e com uma capacidade ímpar de interlocução com as pessoas simples. Capacidade de interagir numa linguagem compreensível que alcança seu objetivo – o coração daqueles que sofrem. Um verdadeiro encontro EU-TU, e não EU-ISSO, como diz o filósofo Martin Buber. Depois de percorrer tão avidamente a proposta da Gestalt Terapia sobre o Encontro, o “between us”, a relação sem a priori, pude sentir verdadeiramente na pessoa e na proposta do Adalberto toda essa compreensão. Pude sentir que não podemos nos restringir aos consultórios, às quatro paredes, atrás das mesas. Temos que tirar as máscaras institucionais e transcender aos muros. Sair das nossas prisões acadêmicas, cerceadoras de nossos afetos e criatividade. Daí em diante meu processo tem sido expandir, dar expressão e materializar a Terapia Comunitária. De fato me encontrei.

2) RS – O que é a Terapia Comunitária e como surgiu?
HC – Surgiu das pessoas sem poder, sem acesso ao poder, achatadas pelo poder, manipuladas pelo poder. Surgiu entre as pessoas do Pirambu, favela da cidade de Fortaleza, 180.000 habitantes, onde o Prof. Adalberto, respondendo ao pedido do advogado e militante dos direitos humanos, Airton Barreto, se disponibilizou ao atendimento à saúde mental daquelas pessoas. O que é a Terapia Comunitária se mescla ao processo de nascimento dela. Não foi construída a partir de uma concepção teórica. Pelo contrário, nasceu das sinalizações que as pessoas sofridas faziam: da exposição de seu sofrimento, das possibilidades de alternativas para solucionar seus problemas, das parcerias entre elas, da solidariedade pessoa a pessoa, do grupo para com o grupo. O Dr. Barreto teve essa preciosa sensibilidade: escutar a intimidade do sofrer e perceber que esse próprio sofrer transcende e se auto-reconstrói em humanidade – processo este denominado resiliência. A partir das reuniões semanais, do encontro com essa comunidade, o Professor sistematizou a metodologia aqui discutida. A realização da TC acontece em reuniões sistemáticas, cada sessão tem um começo, meio e fim, permitindo assim que as pessoas compareçam livremente e quando necessitarem. O processo metodológico caminha em três etapas: introdução, desenvolvimento e finalização. Na introdução apresenta-se o que é a TC e as regras do grupo. No desenvolvimento, as pessoas apresentam seus conflitos, o grupo escolhe o tema do dia, a pessoa escolhida explicita melhor sua situação e depois o grupo pega o mote do problema e fala de experiências similares ou parecidas, vivenciadas e das soluções pessoais encontradas para a resolução das mesmas. Na finalização, a pergunta chave é “o que estou levando daqui, o que aprendi”. Em forma de círculo, numa confraternização sistêmica, o grupo exalta os feitos positivos e se exulta numa descoberta de suas próprias potencialidades.

3) RS – Quais os benefícios que podem ser alcançados com a Terapia Comunitária?
HC – Basicamente o grupo descobre que a saída é coletiva, apesar de não se desconsiderar o aspecto pessoal, íntimo, da resolução de suas próprias questões. A Rede construída vai sendo o cimento para a caminhada de todos e re-alimentação para as conquistas. Desde então as pessoas tomam outra cara, a cara da alegria de ser-se junto. De acordo com os grupos onde a TC é aplicada, os resultados vão se expressando, principalmente reforçando os objetivos propostos por aquele grupo. Por exemplo, quando aplicada ao grupo de familiares de adolescentes em conflitos com a lei, ajuda esses pais a descobrir seu papel de amorosidade e de responsabilidade na inserção social daquele filho. Quando usada em Programa de Saúde da Família, instrumentaliza os profissionais ao trabalho numa vertente coletiva e de cuidado da saúde sob uma ótica grupal.

4) RS – Como a senhora define o conceito de Responsabilidade Social?
HC – Responsabilidade Social é o exercício da condição de ser humano. Nós, os humanos, sobrevivemos e existimos pelo amor vivenciado na forma mais biológica e filogenética do termo. Esse amor, intrincado na evolução cerebral do nosso humano nos tem dado a força e a capacidade de sobreviver às intempéries vivenciadas. Posso falar com convicção que o exercício da Responsabilidade Social é a realização do ser em evolução, ativação dos mecanismos neurofisiológicos em direção aos talentos e saltos da capacidade criativa. Perceber a necessidade do grupo e se colocar a serviço dela é enzima catalizadora da ampliação das conexões cerebrais e da plasticidade neuronal.

TERAPIA COMUNITÁRIA (TC)


CURSO DE CAPACITAÇÂO PROFISSIONAL EM TERAPIA COMUNITÁRIA
Vivências terapeuticas “Cuidando Do Cuidador”
TERAPIA COMUNITÁRIA (TC)
É um espaço Comunitário onde se procura partilhar experiências de vida e sabedoria de forma horizontal e circular.
É um procedimento terapêutico em grupo, com a finalidade de promover a saúde, a melhoria da auto–estima e construção de redes solidárias.
Funciona como fomentador de cidadania e de identidade cultural das comunidades carentes.
PROPOSTA DO CURSO:
Coordenação: Maria das Graças Farani López
       Presidente da MISC-BA pólo formador responsável pela Formação de Terapeutas Comunitários no Estado da Bahia.
Terapeuta Formadoras: Elizabete Maria de Oliveira
Maria Olívia Chaves Viana Vieira
Sônia Maria Lopes Brasileiro Costa
Especificação do Curso:
Categoria: Capacitação profissional.
Carga horária: 360 horas/aula
Clientela: Profissionais da área de Saúde (medicina, psiquiatras, psicólogos, enfermeiros) educadores, religiosos, lideranças comunitárias, agentes de saúde, que desejam desenvolver um trabalho mental comunitário.
Objetivos:
Desenvolver atividades de prevenção e inserção social de pessoas que vivem em situação de crise e sofrimento psíquico.
Promover o resgate da dignidade e da cidadania, contribuindo para a redução dos vários tipos de exclusão.
Promover encontros interpessoais e intercomunitários, valorizando as histórias individuais e o potencial de cada um.
Esperamos com resultado deste curso:
1.     Capacitar profissionais e técnicos no campo da saúde, educação e lideranças comunitárias, para exercer uma atividade de prevenção, cura e inserção social, de indivíduos, famílias e comunidades que vivem em situação de crise e sofrimento psíquico;
2.     Favorecer o desenvolvimento comunitário, prevenir combater as situações de violência e desintegração dos indivíduos, através da restauração dos laços sociais;
3.     Ampliar a confiança do povo na sua capacidade transformadora e resolutiva de seus próprios conflitos;
4.     Contribuir para a luta contra a violência e a exclusão dos mais pobres;
5.     Comunicação dos diversos saberes (medicina popular e científica);
6.     Demonstrar na prática, que articulação destes saberes é possível e rica para todos;
7.     Mobilizar os recursos das redes sociais e suscitar uma co-participação efetiva na resolução das crises e conflitos e na promoção da saúde coletiva.
A Terapia Comunitária tem construído sua identidade alicerçada em cinco eixos teóricos:
1.     O Pensamento Sistêmico;
2.     A Teoria da Comunicação;
3.     A Antropologia Cultural;
4.     A Pedagogia de Paulo Freire;
5.     A Resiliência.
A CAPACITAÇÃO
1.     Não é exigida nenhuma formação específica. Basta saber ler e escrever.
2.     Que ao inscrever-se no curso o candidato esteja engajado em alguma comunidade onde realizará suas Terapias Comunitária a partir do primeiro módulo.
3.     O candidato deve ter mente aberta e esteja disposto a participar das práticas vivenciadas com técnicas de relaxamento e autoconhecimento durante o curso denominadas Cuidando do Cuidador. É preciso querer se conhecer, aceitar rever seus esquemas mentais, para que de fato, haja crescimento humano e profissional.
4.     A duração deste curso é de 9 (nove) meses. Podendo estender-se por mais alguns meses a depender do não cumprimento de alguma etapa obrigatória para a conclusão do curso.
5.     Este curso, geralmente ocorre em encontros mensais de 2 dias Módulos, e 1 dia das 08:00 às 18:00 que chamamos Intervisões.
É fundamental que haja por parte dos cursistas uma programação antecipada baseada no calendário proposto pelo MISC-BA pois é indispensável a presença de todos nos encontros.
CARGA HORÁRIA:
Esta carga horária está sujeita a alteração
360 horas distribuída em:
80h/a vivências terapêuticas;
80h/a Intervisões Presenciais;
120h/a de prática da Terapia Comunitária (Correspondendo a 48 sessões de 2:30horas);
Hora aula: 50 minutos;
Carga horária mínima para obter Certificado é de 75% de presença em aula e Intervisões e 100% das práticas;
Certificados: com o apoio da ABRATECOM (Associação Brasileira de Terapia Comunitária) e Carteirinha do Terapeuta Comunitário com o Número de Registro da ABRATECOM.
IMPORTANTE:
Formem duplas ou trio, é um facilitador no exercício da prática da Terapia Comunitária.
É importante a presença dos interessados na Aula Inaugural
Após o primeiro Módulo, os participantes já devem iniciar o estágio prático, de preferência como dupla, revezando o papel do Terapeuta e do co-terapeuta.
Até o segundo módulo, cada dupla deve ter realizado pelo menos dez sessões terapêuticas de 2:30h cada.
Avaliação da Eficácia:
A dupla poderá realizar entrevistas de Avaliação da Eficácia com uma ou duas pessoas escolhidas pelo terapeuta em uma sessão, dando um espaço de 2 (dois) meses da primeira entrevista para reaplicá-las com o objetivo da constatação dos resultados obtidos nas sessões da TC realizadas com aquele grupo de pessoas.
No final do curso é conferido um certificado, de Capacitação Profissional em Terapia Comunitário oferecido pelo Pólo Formador (MISC-BA) com respaldo da ABRATECOM (Associação Brasileira de Terapia Comunitária) e do Parceiro (caso esta formação aconteça em parceria com Serviços Públicos ou Privados), desde que o participante tenha cumprido todas as exigências estipuladas pelo pólo Formador.
PARCEIRO
A MISC-BA pólo responsável pela Formação de Terapeutas Comunitários na Bahia está aberta a receber grupos de entidades públicas ou privada.
INVESTIMENTO
Taxa de Inscrição: R$ 50,00 (cinqüenta reais).
12 parcelas de R$ 250,00 (duzentos e cinqüenta reais).
Valor total: R$3.000,00 (três mil reais).
Cheques pré-datados no 1º Módulo (05,06 de Abril 2008).
Inscrição:
Xerox do comprovante do depósito bancário no valor de R$50,00 e a Ficha de Inscrição em anexo deverão ser enviadas para o Fax 3288-7524 Escritório Virtual, para garantir sua inscrição.
Será assinado um contrato entre a MISC-BA e o cursista com o objetivo de garantir o cumprimento das obrigações de ambas partes.
CONTA CORRENTE PARA DEPÓSITOS:
Banco Bradesco
Agencia:3173-9
Conta: 55945-8 (Movimento Integrado de Saúde Comunitária)
A MISC-BA se reserva ao direito de não realizar o curso caso não atinja o número mínimo de alunos matriculados.








FICHA DE INSCRIÇÃO
IDENTIFICAÇÃO DO Candidato
(PREENCHER EM LETRA DE FORMA)
Nome: . . . . . . . . . .  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  
Data nascimento ___/ ___/ ____  Sexo . . . . . . . RG . . . . . . . . . . . . . . . .  CPF . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Endereço: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Bairro  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Cidade . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . .  . Estado . . . . . . . .
CEP . . . . . . . . . . . . . E-Mail: . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Tel: Res: . . . . . . . . . . . . . . . . . . Trab: . . . . . . . . . . . . . . . . . . .  Cel:  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Profissão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Área de atuação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Instituição a que pertence  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Tel: . . . . . . . . . . . . .
MOTIVAÇÃO PARA FAZER o CURSO
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Para candidatos de Serviços Públicos ou Privados:
Anexar a essa ficha uma carta da Instituição a que pertence autorizando a liberação do mesmo para cumprir a carga horária teórico - prática em Terapia Comunitária.
Para candidatos Autônomos:
Eu, .................................................................................. me comprometo em cumprir a carga horária teórico - prática em Terapia Comunitária, conforme as especificações do curso.
Salvador, ____/ ____/ 2008
Data do pagamento da inscrição no Bradesco: ____/ ____/ ____
Conta no Bradesco: Ag 3173-9/CC: 55945-8 (Movimento Integrado de Saúde Comunitária).
Para uso pelo MISC-BA
Envie esta ficha preenchida, juntamente com o comprovante de pagamento para o FAX: (71) 3288-7524